Por exigência das imobiliárias e dos proprietários, escapar do seguro-fiança está cada vez mais difícil para quem quer alugar um imóvel.

A modalidade de garantia se tornou a preferida pelos locadores em razão da rapidez do pagamento em caso de inadimplência. No entanto, acaba pesando no bolso do inquilino, pois torna as prestações mais caras.

O seguro-fiança custa o equivalente a um aluguel e meio a cada ano.

Em um contrato de R$ 1.500 mensais, por exemplo, somado o valor do seguro diluído em 12 meses, o inquilino paga R$ 1.687,50.

Contratos garantidos por fiador estão raros, diz Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

"As pessoas mudam muito de cidade, não têm mais amigos para servir de fiador. E a modalidade é arriscada", diz Bushatsky. Quando há inadimplência, costuma ser mais demorado para o proprietário receber o dinheiro.

 

A exigência das imobiliárias para que o fiador tenha ao menos dois imóveis na mesma cidade da propriedade a locar dificulta o trâmite.

"Meu pai tem casa no Rio Grande do Sul e tive de pedir ao pai de um ex-namorado para ser fiador", diz Carolina Ribeiro, 27, administradora.

A terceira modalidade de garantia, a caução, que exige três aluguéis antecipados como garantia, tem hoje aceitação de praticamente zero.

"Só há contratos antigos nesse modelo", diz Roseli Hernandes, da Lello Imóveis.

Há uma quarta modalidade de garantia, em teste há dois anos pela Caixa Econômica Federal. É o Cartão Aluguel, que dá aos proprietários as mesmas garantias do seguro-fiança, e ao
inquilino, a vantagem de pagar apenas a anuidade de um cartão.

Se houver inadimplência, no entanto, o locatário tem de pagar juros semelhantes aos de um cartão de crédito.

Demétrius Daffara/Editoria de Arte / Folhapress
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Fonte: Jornal Folha de S. Paulo

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