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Um acordo firmado nesta quarta-feira (27) entre governo federal, órgãos de defesa do consumidor e entidades do mercado imobiliário definiu novas regras para os contratos de compra de imóveis na planta, buscando suprimir abusos de incorporadores e vantagens indevidas dos compradores.

A intenção do pacto, firmado no Tribunal de Justiça do Rio, é normatizar os contratos para reduzir litígios judiciais e diminuir barreiras ao mercado de imóveis na planta, que tem sofrido com a crise.

As regras propostas se referem ao distrato –desistência da compra do imóvel após a assinatura do contrato–, que sairá mais caro para o comprador desistente.

As incorporadoras, por sua vez, não poderão mais cobrar taxas de serviços extras nem instituir a figura do condomínio antes da regularização do prédio na prefeitura.

As incorporadoras que atrasarem o lançamento dos empreendimentos terão de pagar multa aos clientes.

NA JUSTIÇA

O acordo não tem força de lei. Os signatários pretendem que as regras sirvam de norte para decisões judiciais e representações da Secretaria Nacional do Consumidor, ligada o Ministério da Justiça, signatária do documento, em eventuais representações em todo o território nacional.

O setor imobiliário, representado por três entidades –a Abrainc (associação das incorporadoras), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário–, comprometeu-se a usar as regras em contratos futuros.

De acordo com a Fazenda, a ideia é que o texto sirva como base para a redação de uma nova lei para o setor, cuja legislação em vigor data de dezembro de 1964.

CANCELAMENTOS

Os debates sobre o distrato começaram em outubro passado, porque o número de cancelamentos cresceu em função da crise econômica.

Segundo dados da Abrainc, compradores desistiram de adquirir 11,4 mil unidades no trimestre encerrado em setembro –alta de 26,3% frente a igual período de 2014.

As 15 maiores incorporadoras do país amargaram 50 mil distratos no ano passado. Neste ano, há uma queda, em função também do mercado menos aquecido.

Pelas regras acordadas, quem desistir da compra terá de pagar multa de 10% do valor do imóvel até o limite de 90% do valor já quitado. Uma segunda sanção possível é a perda do sinal pago mais 20% de multa sobre o valor já quitado.

Atualmente não há uma regra estabelecida. Geralmente, quando o caso chega à Justiça, a decisão mais usual determina que as incorporadoras devolvam de 75% a 85% do valor pago pelo cliente.

Outra mudança diz respeito ao atraso do empreendimento. Hoje, a incorporadora pode entregar a obra com até 180 dias de atraso.

Agora, a partir do 30º dia, ela passará pagar ao comprador 0,25% sobre o valor do imóvel, a cada mês.

A partir do 181º dia, a multa mensal sobe para 2%, com juros de 1% ao mês.

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NOVAS REGRAS

O QUE É?

Pacto entre governo federal, órgãos de defesa do consumidor, incorporadoras e construtoras

PARA QUE SERVE?

Para reduzir processos judiciais nos distratos

É LEI?

Não, mas pode nortear decisões judiciais

VALE EM TODO O PAÍS?

Foi firmado no Rio, mas a proposta é replicar o pacto em outros Estados do país

O QUE MUDA?

1) Quem desistir da compra depois da assinatura do contrato pagará multa de 10% do valor do imóvel (até 90% do valor já quitado) ou perderá o sinal e pagará multa de 20% do que foi pago

2) Caem taxas como "serviços técnicos imobiliários", "taxa de decoração" e "taxa de deslocamento"

3) Em caso de atraso na entrega, a partir do 30º dia a incorporadora pagará ao comprador 0,25% sobre o valor do imóvel, a cada mês; a partir do 181º dia, a multa sobe para 2% ao mês (mais juros de 1% ao mês)

4) Comissão de corretagem será deduzida do valor do imóvel

5) O condomínio só poderá ser cobrado do proprietário depois da emissão do habite-se pela prefeitura

6) Prazo de garantia para "vícios de qualidade" (ex: porta ou janela que não funciona) passa de 90 dias para 5 anos; para "defeitos de segurança" (ex: sistemas hidráulicos e elétricos), passa de 5 para 20 anos

Fonte: Folha de São Paulo 

Segundo dados da Abrainc/Fipe, crise político-econômica afetou diretamente vendas e lançamentos de novos empreendimentos entre dezembro e fevereiro

Curitiba – A crise político-econômica jogou para baixo os indicadores do setor imobiliário. É o que mostram os dados nacionais referentes ao trimestre dezembro-janeiro-fevereiro levantados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgadas ontem em Curitiba. A retração atinge diretamente as vendas, mas a queda nos lançamentos mostram que as empresas pisaram mesmo no freio. De dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 foram registradas 16.752 unidades lançadas em todo o Brasil, um recuo de 8,6% face ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2016 (até fevereiro), os lançamentos totalizaram 4.638 unidades, volume 11% superior ao observado entre janeiro e fevereiro de 2015.
O total de unidades vendidas de dezembro a fevereiro foi de 22.362, um recuo da ordem de 18,9% frente às vendas do mesmo trimestre do ano anterior. Já nos dois primeiros meses do ano, as vendas do setor (12.656 unidades) apresentaram queda de 17% frente ao que foi vendido no mesmo período de 2015.
O número de unidades entregues também caiu. No período, foram entregues 30.313 unidades, queda de 27,2% em relação ao número de unidades entregues no mesmo período do ano anterior. No acumulado, as entregas totalizaram 16.771 mil unidades, número 14,6% inferior ao observado na mesma base de 2015. O índice Abrainc-Fipe leva em conta dados de 19 empresas participantes.
É natural, nos primeiros meses do ano, uma menor velocidade de venda, observou o diretor da Abrainc Luiz Fernando Moura. "O comportamento do mercado é sazonal, mas ainda observamos que a situação político-econômica interfere na retomada da confiança do setor e das pessoas, de modo geral", ressaltou.

EQUILÍBRIO
Segundo a Abrainc-Fipe, o mercado disponibilizou 111.331 unidades para compra ao final de fevereiro. No trimestre compreendido entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016 foi vendido o equivalente a 18% da oferta do período, percentual que representa uma queda de 4,3 pontos percentuais conforme observado no trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Se não fossem os distratos (desistência de compras), a associação estima que a oferta atual se esgotaria em 16,6 meses - caso o ritmo de vendas for mantido. Eduardo Zylberstajn, economista da Fipe, comentou que os distratos são reflexo da situação econômica atual. De dezembro/15 e fevereiro/16, foram distratadas 11.005 unidades em todo o Brasil, um aumento de 5,1% frente ao número absoluto de distratos no mesmo trimestre do ano anterior. Já no acumulado de 2016 (até fevereiro), o total de unidades distratadas foi de 5.305, com 21,7% a menos aos distratos observados entre janeiro e fevereiro de 2015.
A Abrainc faz esse cálculo com base em safra, já que se trata de um segmento cíclico. Desta forma, considerando a safra mais antiga disponível (unidades lançadas no primeiro trimestre de 2014), a proporção distratada das unidades vendidas até o momento é de 16,1%, exemplificou o economista.

CRÉDITO
Luiz Fernando Moura explicou que os cancelamentos ocorridos hoje são decorrentes de vendas feitas em 2011 e 2012, quando a aquisição do imóvel na planta foi efetuada. "A expectativa é de queda nos distratos, devido à atitude mais criteriosa que está sendo adotada pelas incorporadoras na concessão do crédito", frisou. Segundo o diretor, o perfil dos compradores tem mudado, acompanhando o novo ritmo do setor. "Estão ficando no mercado mais pessoas que compram para morar ou que investem com expectativa de retorno em médio ou longo prazo", explicou.

REGIÃO SUL
A pesquisa da Abrainc-Fipe trouxe também um recorte dos três estados do Sul. No trimestre terminado em fevereiro de 2016, foram lançadas na região Sul 1.600 unidades, o que representa participação de 9,4% em relação ao mercado nacional entre dezembro/15 e fevereiro/16. Já em relação às vendas, o Sul representou 10,4%, finalizando o trimestre em referência com 2.300 unidades vendidas. Os dados mostram também que 1.700 unidades de imóveis novos foram entregues, com participação de 5,5%. A oferta final da região no trimestre encerrado em fevereiro/16 era de 10.100 imóveis, com representatividade de 9,1%.

Fonte: Folha de Londrina

As novas medidas de estímulo da Caixa Econômica Federal para venda de imóveis, como o aumento da cota de financiamento, não devem ser suficientes para reverter um movimento que o próprio banco desencadeou há cerca de um ano. A busca por locação de residências tem crescido desde meados de 2015 e a expectativa é que fique no mesmo patamar que a procura pela aquisição de imóveis, liquidando uma diferença que chegava a um terço das buscas em anos passados.

A procura por aluguel no Brasil atingiu 49% do total de buscas em março de 2016, enquanto a demanda por unidades para aquisição ficou em 51%, segundo dados de unidades usadas do site VivaReal.

As curvas de buscas começaram a mudar em maio de 2015, em reação às mudanças de regras de financiamento pela Caixa. O impacto foi tamanho que a procura por locação chegou a superar a de compra entre novembro e fevereiro, influenciado também por questões sazonais como fim de férias.

“As pessoas têm interesse em comprar, mas não têm condições. Por isso, buscam o aluguel”, diz o executivo chefe de operações do VivaReal, Lucas Vargas. Para ele, as novas medidas de estímulo da Caixa não devem ter grande impacto no mercado.

Recentemente, a Caixa anunciou a elevação da cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%, no caso de clientes do setor privado pelo Sistema de Financeiro de Habitação, que envolve unidades de até R$ 750 mil. Já os imóveis usados financiados pelo Sistema Financeiro Imobiliário passam a ser financiados em 60%.

Fonte: Gazeta do Povo

O presidente do Creci/PR, Admar Pucci Junior, e o Procurador Geral de Justiça, Gilberto Giacoia, assinaram no dia 05 de abril um convênio de cooperação entre o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci/PR) e o Ministério Público Estadual (MPE/PR). Com o acordo, os corretores de imóveis paranaenses poderão prestar formalmente serviços técnicos de avaliação mercadológica para instruir processos judiciais ou procedimentos extrajudiciais.

O Creci/PR repassará ao MPE/PR o cadastro dos profissionais devidamente habilitados e interessados em prestar os serviços. Os corretores de imóveis selecionados farão vistorias, perícias e consultas para laudos mercadológicos.

O convênio ratifica implicitamente o conteúdo da Resolução-COFECI 1066/2007 que atribui aos corretores de imóveis a competência de elaborar o parecer técnico de avaliação mercadológica e evidencia o reconhecimento do Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários – CNAI.

Pucci diz que este acordo reafirma a importância e o valor dos corretores de imóveis para a sociedade. “A assinatura deste termo de cooperação técnica com o Ministério Público valida a capacidade e a suficiência dos profissionais em elaborar com excelência laudos técnicos de avaliação mercadológica”.

Gilberto Giacoia agradeceu a diretoria do Creci/PR por atender prontamente a solicitação do MPE/PR. “O convênio se faz necessário em função do volume de procedimentos nessa área e do intuito de otimizar as estruturas públicas para trazer bons resultados à sociedade, assim agradeço ao Creci-PR pela cooperação que irá ampliar a estrutura técnica de serviços auxiliares do Ministério Público do Paraná”.

A cooperação entre as entidades não se restringe ao convênio. Na reunião de assinatura do Termo foi reforçada a criação de outras ações conjuntas.

Maria Cecília Delisi Rosa Pereira (promotora), Vani Antônio Bueno (procurador), Luiz Celso Castegnaro (vice-presidente Creci-PR), Marco Antonio Bacarin (presidente Sincil), Mariano Dynkowski (diretor secretário Creci-PR), Sabas Martin Fernandes (diretor tesoureiro Creci-PR) e Antonio Linares Filho (procurador Creci-PR) também participaram da reunião de assinatura do convênio de cooperação técnica.

Vizinhos de áreas tradicionais da cidade, endereços podem trazer economia na compra ou na locação do imóvel

Na hora de comprar ou alugar um imóvel, a localização costuma ser um dos primeiros pontos analisados pelos futuros moradores, principalmente por aqueles que almejam ter como endereço uma das regiões tradicionais da cidade. Especialistas alertam, no entanto, que um olhar um pouco mais abrangente, que contemple bairros vizinhos às áreas nobres da capital, pode resultar em negociações mais atraentes do ponto de visto financeiro, sem prejuízos à qualidade de vida ou do imóvel.

Carlos Eduardo Pereira, diretor da Imobiliária Paraíso, conta que boa parte das pessoas procura se fixar na mesma região onde nasceu, por já estar acostumada a ela e também para ficar próxima da família. “Endereços no entorno do Centro, como Água Verde, Batel, Bigorrilho, Mercês, Alto da XV e Cristo Rei estão entre eles”, pontua.

Comportamento que difere do adotado por quem vem de outras cidades para se estabelecer em Curitiba, como lembra Luiz Carlos Borges da Silva, diretor da OutraSul Imobiliária. “A avaliação destes clientes se refere à distância entre o imóvel e o local de trabalho, às condições e à infraestrutura oferecidas pela região. O curitibano de longa data precisa seguir o exemplo dos migrantes, que têm um olhar mais aberto para procurar um imóvel que ofereça melhores condições de localização e preço”, explica.

30%
É a economia que se pode fazer na compra de um imóvel em um bairro que faz “fronteira” com as áreas mais nobres de Curitiba, segundo imobiliárias.

Isso porque, de acordo com os especialistas, expandir a busca para os bairros vizinhos ao endereço desejado pode até aumentar em alguns minutos o deslocamento, mas proporciona uma economia de até 30% no valor do aluguel ou do investimento para a aquisição de um imóvel com as mesmas características.

Neste sentido, para quem procura um imóvel no Água Verde, a sugestão é contemplar na busca regiões como Santa Quitéria, Vila Izabel, Portão e Guaíra, por exemplo. O Bacacheri e o Boa Vista são alternativas ao Cabral, enquanto Pilarzinho e São Lourenço costumam ter imóveis com valores mais baixos do que os praticados no Bom Retiro.

Oferta
Os especialistas são unânimes ao afirmar que os bairros tidos como “alternativos” contam com uma oferta de imóveis e de infraestrutura que, em muitas vezes, não deve em nada a dos endereços tradicionais da cidade. De acordo com Pereira, tal relação ocorre principalmente na venda, na qual os preços mais baixos dos terrenos costumam atrair o investimento das construtoras para estas localidades.

João Françolin Tomazini, diretor-geral da Imobiliária Cilar, acrescenta que o trabalho dos corretores é fundamental neste sentido, auxiliando os clientes e ampliando seus horizontes de busca. “O cliente deve pensar que [a locação ou a compra de um imóvel] não é, necessariamente, uma condição definitiva. A pessoa pode investir menos em primeiro momento para, então, partir para uma segunda etapa. Também pode acontecer de ela se adaptar tão bem à região que, depois, nem queira ir para outro local”, pondera.

Check list
Além do bairro, preço e das condições do bem, quem procura um imóvel deve estar atento a outros detalhes :

Localização
O endereço do imóvel deve levar em conta a rotina da família, ou seja, a proximidade com o local de trabalho ou a escola dos filhos, por exemplo. Aqui, vale determinar um raio ideal partindo do imóvel para que o deslocamento seja confortável para todos os membros da família.

Infraestrutura
Avaliar se a região conta com oferta de comércios e serviços necessários à realização das atividades da família, como academia e escola condizente ao tipo de ensino que se pretende dar aos filhos, assim como a distância do imóvel ao transporte público.

Condomínio
Informe-se sobre se o empreendimento tem alguma regra que possa interferir nos hábitos da família e se ele está com as dívidas e as manutenções em dia – o que previne altas nas despesas com a taxa de condomínio.

Prioridades
Listar as características do imóvel das quais a família não abre mão, as que gostaria que tivesse e os itens sobre os quais é possível ponderar. Isto ajuda a reduzir o universo de busca.

Orçamento
Coloque no papel todas as contas da família e verifique quanto é possível investir na compra ou na locação. A soma do aluguel/prestação mais as taxas não deve ultrapassar 30% do orçamento familiar, de acordo com Tomazini.

De olho no vizinho
Expandir o raio de busca para bairros menos "badalados" pode ser uma opção para baratear a negociação de compra ou de locação do imóvel. Confira quais são alguns dos endereços alternativos às regiões tradicionais da cidade.


Fonte:Gazeta do Povo.

Higienize os imóveis fechados sob a sua responsabilidade e evite o surgimento de locais apropriados para a criação do mosquito Aedes aegypti.

Execute as seguintes medidas de prevenção:

Limpeza de piscinas e calhas;
Proteção de ralos com tela de nylon;
Retirada de latas, potes, garrafas e outros descartáveis; Vedação da caixa d'água;
Limpeza dos pratos de vasos de plantas e retirada do acúmulo de água.
SE VOCÊ AGIR, PODEMOS EVITAR!

As constatações do Conselho Regional de Corretores de Imóveis 6ª Região/PR referentes ao exercício ilegal da profissão tem sido encaminhadas, através da lavratura de termos circunstanciados, para o poder judiciário.  Somente nos quatro primeiros meses deste ano 71 supostos infratores foram noticiados nas delegacias de suas respectivas regiões. O delito está previsto no art. 47 da Lei 3688/41: “Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa”.

Contraventores trazem prejuízos porque não possuem a responsabilidade e a obrigação de zelar pelo bom resultado da negociação. O cliente deve sempre verificar se o profissional escolhido está regularmente inscrito no Creci-PR. É possível também solicitar informações sobre a vida profissional de um corretor de imóveis ou imobiliária. Caso o profissional não seja inscrito, o cliente poderá fazer uma comunicação de atividade irregular que será encaminhada aos órgão competentes.

Além de fiscalizar o exercício ilegal da profissão, o Creci-PR tem lançado campanhas de valorização profissional com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de consultar sempre um corretor de imóveis no momento de realizar uma transação imobiliária. A última ação utilizou o conceito: IMÓVEL, SÓ COM CORRETOR DE IMÓVEIS - EXERCÍCIO ILEGAL É CASO DE POLÍCIA.

O artigo 5º, inciso XIII, da Constituição Federal prevê: “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. A profissão de corretor de imóveis é devidamente regulamentada pela Lei 6.530/78, desta forma o ato de intermediação de compra, venda, permuta e locação de imóveis é de competência exclusiva do corretor de imóveis. Para trabalhar com a corretagem imobiliária é preciso ter formação específica (técnico ou gestor em transações imobiliárias) e registro no Conselho de Fiscalização Profissional – Creci.

 

Oferta de novos imóveis contribuiu para elevar o preço do metro quadrado em alguns endereços da cidade

A alta da inflação e as campanhas de vendas realizadas pelas construtoras seguraram o reajuste do preço dos imóveis em 2015, que ficou na casa dos 5%. Em alguns bairros, no entanto, a localização privilegiada e a oferta de novas unidades contribuíram para que a correção do valor do metro quadrado superasse, e muito, a média do setor e a inflação do período, que foi de 10,67%.

É o caso do Jardim Botânico. Em dezembro de 2015, o metro quadrado privativo dos apartamentos novos no bairro custava R$ 7,4 mil, 22% a mais do que os R$ 6 mil registrados no mesmo mês de 2014.

O Boqueirão também acompanhou a alta e ocupa a segunda posição entre os endereços mais valorizados de Curitiba, com reajuste de 21%. No ano passado, o preço do metro quadrado no bairro passou dos R$ 4,3 mil para os R$ 5,2 mil, tendo dezembro como mês de referência.

“Estes são bairros com baixa oferta. Então, quando novos lançamentos são colocados à venda, eles puxam o preço para cima”, explica Fábio Tadeu Araújo, diretor de pesquisa de mercado da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

Conheça quais são os outros endereços que compõem o ranking dos bairros com o preço do m² mais valorizado em 2015.

1º Jardim Botânico valorização de 22%, com m² privativo comercializado a R$7.374,29 em dezembro
2º Boqueirão; a alta de 21% em 2015 elevou o preço do m² privativo dos apartamentos para R$ 5.163,64
3º Xaxim, com preço do m² privativo a R$ 4.026,21, em dezembro, o bairro registrou reajuste médio de 18%
4º Seminário: área nobre da capital, o bairro registrou alta de 17% em 2015, com o m² privativo comerecializado a R$ 7.605,64, em dezembro
5º Hugo Lange: região que costuma receber lançamentos de luxo, o bairro teve alta de 14% em 2015, com o preço do m² privativo a R$6.292,91

Fonte: Gazeta do Povo

Para estimular crédito, banco reabre financiamento do 2º imóvel e eleva cota para usados

Na tentativa de estimular o financiamento imobiliário, a Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira, 8, uma série de medidas de crédito. Entre as elas estão o aumento dos recursos para contratação do financiamento imobiliário, reabertura do financiamento do segundo imóvel e elevação da cota de recursos destinados à compra de imóveis usados.

Menos de um ano depois de ter reduzido o teto do financiamento de imóveis usados para 50%, o banco resolveu aumentar o limite para 70%. Em abril de 2015, quando a Caixa anunciou a redução da cota, o teto era de 80%.

Segundo a presidente da Caixa, Miriam Belchior, este é o fator que mais impacta a demanda de habitação. Miriam ressaltou que a elevação da cota induz a demanda por imóvel novo.

A Caixa vai também passar a financiar a compra de um segundo imóvel, nas mesmas condições utilizadas para financiar o primeiro. Dessa forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou mais tempo para vender o primeiro, destacou a presidente da Caixa. Em agosto do ano passado, a Caixa havia vetado novos empréstimos a clientes que já tinham um imóvel financiado.

A presidente da Caixa afirmou que, com todas as medidas anunciadas nesta terça, deve haver uma elevação de 13% dos recursos destinados ao crédito à habitação, ou R$ 16,1 bilhões. Com isso, a Caixa estima o financiamento de 64 mil unidades adicionais em relação ao que foi financiado em 2015.

Ela comentou ainda que a Caixa está se preparando para ter mais eficiência e que, nesse sentido, o banco tem cortado custos. “Temos o desafio de tornar a Caixa mais rentável e eficiente” disse.

Sistema habitacional
O vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, explicou que a Caixa elevou a cota de financiamento do imóvel usado pelo sistema de financiamento habitacional (SFH) de 50% para 70% para clientes do setor privado e para imóveis de até R$ 750 mil. Para setor público, cota foi elevada de 60% para 80%.

Os imóveis usados financiados pelo sistema financeiro imobiliário, acima de R$ 750 mil, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de R$ 650 mil nos demais Estados, passarão a ser financiados em 60%, dos atuais 40%, para o setor privado. Para o setor público, cota passou de 50% para 70%.

Miriam Belchior, disse que, com essas medidas, o objetivo é viabilizar mais acesso às unidades habitacionais pelos brasileiros e estimular o segmento da construção civil. Segundo ela, a Caixa terá este ano R$ 16,5 bilhões adicionais destinados ao financiamento de imóveis. Com esse recurso extra, disse a presidenta, será possível a contratação de financiamento de mais 64 mil unidades habitacionais, um aumento de 13% em relação ao previsto.

Com o aumento da cota de recursos para imóveis usados, Miriam Belchior acredita que haverá um impacto positivo também no mercado de imóveis novos, principalmente nas classes média e alta. “A compra do imóvel novo implica na venda do imóvel usado”, disse.

Fonte: Gazeta do Povo

 

A revista Veja, de 03 de março de 2016, traz a reportagem “O Uber dos Imóveis” texto em que os corretores de imóveis e imobiliárias são descritos como meros aproximadores de partes e dispensáveis nas transações imobiliárias com o advento da economia de compartilhamento.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis 6ª Região/PR repudia o conteúdo da reportagem e faz as seguintes ponderações:

A tecnologia chegou no setor imobiliário para somar, trouxe a rapidez e a praticidade, mas de forma alguma substitui o trabalho dos corretores de imóveis, se assim fosse a profissão jamais teria sido regulamentada.

Os corretores de imóveis se tornaram gestores de negócios, conhecem todos os trâmites e circunstâncias de um negócio seguro além de estarem preparados para atender com excelência todos os tipos de clientes. O texto esquece de citar que são esses profissionais que movimentam bilhões de reais e ajudam o cidadão a fazer assertivas transações imobiliárias.

A empresa Quinto Andar,  retratada na reportagem, é regularmente inscrita no Creci-SP sob o número 24.344J. Trata-se portanto de uma imobiliária. Além de que o “Uber dos Imóveis” não dispensa os serviços dos corretores, ao contrario, ela concita a serem seus parceiros e dedica, em seu sitio na internet, um menu exclusivo para atrair corretores com a seguinte chamada: estamos reinventando o trabalho do corretor. venha fazer parte dessa mudança. seja um corretor parceiro.

O texto diz ainda “hoje, a Quinta Andar realiza acima de 1000 contratos de aluguel por mês”. Se assim fosse, seria a maior imobiliária do mundo. Aqueles que trabalham e entendem do mercado imobiliário sabem que nem as maiores imobiliárias do Brasil, na área de locação, possuem mil contratos novos por mês. Um excelente funcionário, mesmo com toda a automação existente, não consegue fechar mais de dois contratos completos por dia, ainda que terceirize a maioria de suas tarefas.

Vale lembrar que a  locação não é simplesmente assinar um papel. Antes disso, o locatário precisa conhecer o imóvel, decidir se ele atende às suas necessidades e anseios, verificar se tudo está ou não funcionando, analisar a proposta de preço do aluguel, verificar os termos contratuais, elucidar dúvidas, fazer o cadastro para o propalado seguro fiança (ou a “Uber dos Imóveis” faz o seguro sem verificação cadastral?), acompanhar a vistoria do imóvel e concordar, ou discordar, dela e por aí afora. Ou seja, essa tarefa de 1000 contratos mês é improvável de ser alcançada.

            Alertamos ainda que a Quinto Andar, com certeza, atua apenas com locação pois, todo o seu argumento está voltado para esse segmento. A locação não é o trabalho dos verdadeiros corretores de imóveis, cuja especialidade é captar e vender. É claro que, eventualmente, podem angariar um imóvel para locação e até agenciá-lo, mas o foco do dia a dia dos corretores de imóveis é o trabalho com vendas.

Na reportagem, a empresa afirma  também que ela é quem paga por um seguro que pode ser acionado para cobrir eventuais calotes. Trata-se sem dúvida de seguro fiança locatícia. Mas não é segredo para ninguém que esse tipo de seguro não é barato, representa, no mínimo, dez por cento do valor do contrato. Como pode a empresa pagar pelo seguro e ainda fazer a locação mais barata do que a convencional? A não ser que seja ela própria a seguradora. Mas isso é impossível pelas regras da SUSEP (Superintendência Nacional de Seguros Privados). E, se for possível, ou a empresa vai “quebrar”, porque não recebe pelo seguro que oferece, ou não pagará os proprietários em caso de inadimplência.

Em um trecho a reportagem assevera: “Como o papel desse profissional tem sua importância reduzida, a comissão, antes de 6%, cai para 1%”.  Os bons profissionais, com certeza, nunca se submeteriam a esse tipo de trabalho.

Finalmente, diz a reportagem “O sucesso atraiu um grupo de investidores que neste mês injetou 7 milhões de dólares na empresa”. Ou seja, aproximadamente 28 milhões de reais. Dá para acreditar? Sinceramente, não. Com um investimento desses qualquer incorporadora constrói um edifício de bons apartamentos com mais de dez mil metros quadrados e, em dois anos, recuperaria seu capital com um bom lucro garantido. Por que um grupo de investidores iria aplicar tal quantia numa startup de serviços, sem nenhuma garantia de resultados? Reflitam!!

            Dadas as ponderações acima, repudiamos veemente os fatos narrados na reportagem e reiteramos que a profissão de corretor de imóveis, devidamente regulamentada pela Lei 6.530, não será extinta ou substituída pelo advento da economia de compartilhamento.

CRECI-PR

Aspectos como localização, metragem e padrão do bem são analisados para a composição do valor

Quanto vale um imóvel? A resposta para esta pergunta, fundamental para quem deseja vender, financiar ou tem alguma pendência jurídica relacionada a um bem, não é tão simples quanto pode parecer. A avaliação do imóvel resulta da análise de inúmeras variáveis técnicas, mercadológicas e até sentimentais e pode divergir de acordo com o “personagem” que estipula o preço: a imobiliária, o banco ou o proprietário do bem.

As imobiliárias costumam chegar a valores um pouco superiores aos determinados pelos bancos – que têm o imóvel como garantia ao financiamento – por considerarem na avaliação a margem de negociação para a venda, como lembra Catia Maria Cury, engenheira civil, avaliadora e corretora de imóveis.

Já os bancos e instituições hipotecárias podem levar em conta o valor de liquidez forçada do bem, ou seja, um porcentual descontado do seu preço de mercado que serve de margem de segurança para o caso da necessidade de se executar a garantia. “Com as incertezas do mercado, trabalhamos com uma margem de liquidez de 30%. Se o imóvel vale R$ 100 mil, por exemplo, seu valor de liquidez [teto a partir do qual será calculado o porcentual de aprovação do crédito] será de R$ 70 mil”, ilustra Maria Teresa Fornea, diretora da Barigui Companhia Hipotecária.

Critérios
Os laudos de avaliação, geralmente utilizados pelos bancos nas operações de crédito, são emitidos por engenheiros ou arquitetos. Eles são baseados na norma nº 14.653, parte dois, da ABNT, que define os critérios para a avaliação de imóveis urbanos, como explica Luciano Ventura, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR).

Entre estes critérios estão as características do imóvel (metragem, número de cômodos, idade, vícios construtivos, padrão de acabamento, áreas comuns), do terreno (zoneamento, topografia, questões relacionadas ao meio ambiente) e da região onde está localizado (facilidade de acesso, transporte). Questões mercadológicas, como tendências do setor e à liquidez do bem, também são avaliadas.

Com os dados em mãos, o avaliador os compara com os de outros imóveis similares da região ou de áreas afins com o auxílio de softwares, que consideram as variáveis para compor o preço. “Não há uma fórmula pronta, mas um padrão a ser seguido, pois existem muitas variáveis que podem interferir no valor final. Temos o suporte da tecnologia em conjunto com a avaliação visual para não incorrer em erros”, explica Catia.

O comparativo com outros imóveis, incluindo os de sua base de dados, também é o método utilizado pelas imobiliárias para se chegar ao chamado “parecer de valor de mercado”. Marlon Moser, presidente da Rede Imóveis, diz que além de consultar e cruzar as informações do banco com a do bem, algumas empresas realizam bancas para que os profissionais opinem até que se chegue um valor para o imóvel, que pode, ou não, ser aceito pelo proprietário.

Diferença nas avaliações pode dificultar aquisição do financiamento
Quem não tem recursos para comprar um imóvel à vista geralmente recorre aos financiamentos para realizar o sonho da casa própria ou de ampliar o patrimônio. O que muitas pessoas desconhecem, no entanto, é que para a obtenção do crédito o que vale não é o preço que o vendedor pede pelo imóvel, mas sim a avaliação que o banco faz dele.

Um apartamento, por exemplo, pode ser ofertado por R$ 300 mil pelo vendedor. Se na avaliação do banco o preço final ficar em R$ 250 mil, este será o valor que a instituição irá considerar para aprovar o crédito. Ou seja, além do valor da entrada – calculado pela diferença entre o preço do imóvel e o porcentual do teto estipulado pelo banco para o financiamento, de acordo com a modalidade de crédito e as regras de cada instituição –, o comprador terá que desembolsar mais R$ 50 mil, neste exemplo, para cobrir a diferença entre as avaliações e contratar o crédito.

Isto não faz, necessariamente, com que uma avaliação superior do banco em relação ao preço de venda do imóvel seja mais interessante para garantir o crédito, como lembra Marlon Moser, presidente da Rede Imóveis. “Quem vai financiar o bem pelo SFH [Sistema Financeiro de Habitação], que usa recursos do FGTS, por exemplo, pode comprar imóveis de até R$ 650 mil. Se o engenheiro do banco avaliar o imóvel por R$ 680 mil, isso inviabiliza a compra”, ilustra.

Assim, o cenário ideal é o de quando o preço de venda e o da avaliação realizada pela instituição financeira ficam o mais próximo possível, o que permite ao comprador dispor de menos recursos e garantir, se aprovada, a contratação do financiamento.

Avaliação “hipotética”
Nem só para a negociação de imóveis “reais” são feitas as avaliações . A engenheira civil Catia Maria Cury, avaliadora e corretora de imóveis, explica que também é possível se trabalhar com situações hipotéticas, como a da avaliação de uma área que receberá a construção de um empreendimento. Este estudo é utilizado, por exemplo, por construtoras que vão adquirir um terreno ou por proprietários que desejam vender uma área com potencial para incorporação.

Fonte: Gazeta do Povo